FORGE e Minerais Críticos: Realinhamento em 2026

Em 2026, FORGE: bloco de 54 nações com US$ 30B e preços mínimos contra dominância chinesa em minerais críticos. Project Vault e acordos bilaterais redefinem cadeias.

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Em fevereiro de 2026, os Estados Unidos reuniram 54 nações em Washington, D.C., para a primeira Reunião Ministerial de Minerais Críticos, apresentando o Fórum sobre Engajamento Geopolítico de Recursos (FORGE) — um bloco plurilateral de comércio e investimento projetado para quebrar o domínio chinês no refino de terras raras e cobalto. Com US$ 30 bilhões mobilizados, 11 novos acordos-quadro bilaterais assinados e o lançamento do Project Vault, uma reserva estratégica de US$ 10 bilhões, a administração Trump realinhou as cadeias globais de suprimento de minerais críticos no que especialistas chamam de contramedida ocidental mais ambiciosa desde a Guerra Fria.

O que é o FORGE e por que foi criado?

O FORGE substitui a Parceria de Segurança Mineral (MSP) da era Biden, criticada por falta de mecanismos de aplicação e capital privado. O novo fórum, presidido pela Coreia do Sul, estabelece um bloco comercial preferencial com preços mínimos coordenados. O objetivo é estabilizar mercados voláteis onde a oferta excedente subsidiada pela China repetidamente inviabilizou projetos ocidentais. A urgência vem do domínio chinês: cerca de 90% do processamento global de terras raras, 80% do tungstênio e 60% do antimônio. No final de 2025, a China apertou controles de exportação, elevando os preços de neodímio-praseodímio (NdPr) em 89% ano a ano. A Agência Internacional de Energia alertou que até US$ 6,5 trilhões de atividade econômica anual fora da China podem estar em risco.

Project Vault: Uma Reserva Estratégica de US$ 10 Bilhões

Junto com o FORGE, o presidente Trump anunciou o Project Vault, um empréstimo direto de US$ 10 bilhões do EXIM para estabelecer a Reserva Estratégica de Minerais Críticos dos EUA. A parceria público-privada armazenará matérias-primas essenciais — incluindo óxidos de terras raras, lítio, cobalto e cobre — em instalações nos EUA. Participantes iniciais incluem Clarios, GE Vernova, Western Digital, Boeing, entre outros. O presidente do EXIM afirmou que a estrutura 'proporciona retorno líquido positivo para os contribuintes' enquanto protege fabricantes domésticos de choques de oferta. A reserva aborda uma vulnerabilidade crítica: os EUA carecem de capacidade de processamento para 12 minerais críticos dos quais são 100% dependentes de importação.

Acordos-Quadro Bilaterais

A reunião ministerial de 4 de fevereiro produziu 11 novos acordos-quadro bilaterais com Argentina, Ilhas Cook, Equador, Guiné, Marrocos, Paraguai, Peru, Filipinas, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e Uzbequistão. Estes se somam a 10 pactos anteriores, totalizando 21 acordos. Negociações foram concluídas para mais 17 nações. Os acordos criam uma rede de relações comerciais preferenciais para contornar hubs de processamento controlados pela China.

Arábia Saudita vs. Emirados Árabes Unidos: A Corrida do HUB de Processamento no Oriente Médio

A competição entre Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos para se tornarem o hub de processamento de minerais críticos do Oriente Médio é um subenredo do realinhamento do FORGE. A Ma'aden, estatal saudita, investiu US$ 4 bilhões em refino na zona de Wa'ad Al Shammal, apoiada por incentivos fiscais. A Arábia Saudita possui reservas de terras raras pesadas avaliadas em US$ 2,5 trilhões. Os Emirados, sem depósitos significativos, investiram mais de US$ 3 bilhões em reciclagem e separação de terras raras, além de US$ 110 bilhões em mineração na África. Ambos enfrentam o desafio de competir com o monopólio chinês. A estratégia de localização de minerais críticos do GCC pode ver uma ou ambas as nações emergirem como alternativas alinhadas ao FORGE dentro de uma década.

O FORGE pode ter sucesso onde esforços bilaterais estagnaram?

Reconstruir capacidade de processamento fora da China levará de 20 a 30 anos e exigirá US$ 15-25 bilhões em gastos de capital. O mecanismo de preço mínimo do FORGE, que estabelece preços de referência aplicados por tarifas ajustáveis, visa garantir retornos para processadores ocidentais, mas corre risco de desafios na OMC e pode aumentar custos para indústrias downstream. A renegociação do USMCA pode fornecer um modelo para gerenciar tais medidas na América do Norte.

Perspectivas de Especialistas

'O FORGE representa um reconhecimento de que acordos bilaterais sozinhos não podem igualar a escala da política industrial chinesa', disse Dr. Emily Benson, do CSIS. 'O mecanismo de preço mínimo é um experimento ousado — se funcionar, pode transformar o processamento ocidental.' O secretário de Estado Marco Rubio destacou a concentração do mercado como ferramenta de coerção política.

Perguntas Frequentes

O que é o FORGE em minerais críticos?

É um bloco plurilateral de 54 nações lançado em fevereiro de 2026 para coordenar políticas e estabelecer preços mínimos, substituindo a MSP.

Quanto financiamento foi mobilizado?

Mais de US$ 30 bilhões em investimentos e empréstimos, incluindo US$ 10 bilhões do Project Vault.

O que é o Project Vault?

Uma reserva estratégica de US$ 10 bilhões que armazena matérias-primas essenciais em instalações domésticas para proteger contra choques de oferta.

Como o FORGE difere da MSP?

Tem preços mínimos com tarifas ajustáveis, 54 membros e US$ 30 bilhões em capital, enquanto a MSP era voluntária com 13 membros.

O FORGE pode quebrar o monopólio chinês?

Analistas dizem que levará 20-30 anos, mas o mecanismo de preço mínimo e investimento podem acelerar o processo.

Conclusão: Uma Nova Era de Geopolítica de Recursos

Com 54 nações representando quase dois terços do PIB global, a coalizão tem peso para desafiar o domínio chinês, mas o sucesso depende de vontade política e capital. A competição entre Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos adiciona uma dimensão regional. À medida que o cenário de minerais críticos de 2026 evolui, o FORGE testará se o Ocidente pode igualar a paciência estratégica da China.

Fontes

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